O mundo do romance
Entre Veneza, Constantinopla, Paris, Carcassonne e Lisboa, A Safira Ducal tece uma ponte entre séculos, conectando um segredo enterrado nos alicerces do Palácio Ducal e uma luz sagrada selada desde a queda de Bizâncio. Através da jornada de Yara Monteiro, uma ladra brasileira excepcional apelidada de Jaguar, e Aurélien de Valcourt, um cavalheiro francês em busca de redenção, uma história de amor, uma caça ao tesouro e uma busca mística se entrelaçam.
Das lagoas de Veneza às montanhas nevadas dos Alpes, das criptas de Carcassonne aos becos de Lisboa, aos corredores do Louvre, o romance mescla suspense, arte e esoterismo, revelando gradualmente que, além do roubo de uma joia, trata-se de encontrar a memória de uma luz, aquela que Veneza jurou proteger para sempre.
As origens do segredo
Por que Enrico Dandolo, um homem quase centenário, cego e doge da cidade marítima mais poderosa do mundo, decidiu em 1204 voltar-se contra seu irmão no Oriente, Constantinopla?
O que ele realmente esperava encontrar além das muralhas em chamas? O ouro de Bizâncio, a glória de Roma… ou algo ainda mais antigo?
Três séculos depois, nas semanas que se seguiram à derrota em Agnadello (1509), Leonardo Loredan, Doge da República, fez o que Dandolo se recusara a fazer. Selou o tesouro bizantino em absoluto segredo. Nenhum inventário jamais o mencionou, nenhum registro comprovou sua existência. O que Dandolo saudara como uma vitória tornou-se, sob o comando de Loredan, uma sombra silenciosa. O maior tesouro já conquistado por Veneza desapareceu sem deixar vestígios, sepultado sob pedras nas entranhas do Palácio Ducal.
A Safira Doge retoma esse mistério histórico e revela seus ecos através dos séculos: de um doge cego a um astrônomo em fuga, de um segredo bizantino a um enigma contemporâneo, a luz perdida de Veneza ainda aguarda para ser revelada.


A linhagem Grimani
Quando Veneza desmoronou em 1797, entregando sua glória milenar aos exércitos franceses, um nome se recusou a ceder: Grimani. Descendente direto do Doge Marino Grimani, Ludovico pertencia a uma das famílias mais antigas da Serenissima, guardiã de uma herança esquecida e um segredo transmitido desde Leonardo Loredan.
Enquanto a República se rendia e a bandeira tricolor tremulava sobre o Palácio Ducal, ele tentou um último movimento ousado, uma rebelião desesperada contra o ocupante, em nome de uma Veneza livre, fiel aos seus antigos juramentos.
Matteo della Torre
Matteo della Torre, astrônomo e copista veneziano do século XVI, fugiu de Veneza após descobrir um segredo oculto pelo Doge Leonardo Loredan. Seu exílio o levou a Carcassonne, onde encontrou refúgio entre estudiosos protestantes. Mas a paz durou pouco. Na atmosfera tensa que se seguiu ao Caso dos Cartazes (1534), Matteo se viu involuntariamente envolvido em uma teia de traição e fé, onde a ciência, o iluminismo e a verdade se tornaram armas tão perigosas quanto espadas.
